quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cotidiano fatídico!

"Você tem alergia, micose, passa mal
Toma sempre um melhoral
A crescente agonia do seu ser denuncia
O seu cheque especial

Três por cento sobre a taxa do seguro total
Lhe parece ser banal
Acrescente Elyseé Belt à lista de Natal
E dá mais de três mil pau
No cheque especial

São tantas coisas pra lembrar
Tantos filhos pra criar
Dá-lhe shampoo anti-caspas
Dois comprimidos pra jantar

Não esqueça o perfume da mulher que tu tem
Nem procure desculpas pra dizer à sua filha que o Noel não vem
Papai Noel não vem
Deixe de lado o jogo de faca dos seus sonhos
E vá buscar seu cachorro no cabeleireiro

Não esqueça o dia de casamento
Não esqueça a data de vencimento
Não esqueça o presente de sua cunhada (ai ai)
E perca peso agora
Perca peso agora

Se hoje seu café amanhecer gelado
Se hoje sua mulher dormir do lado errado
Podia estar mau, mas está pior
E a tendência é se agravar
Não é melhor se engravatar?

Eis que faltou
Aquele motivo pra pirar
Mas não há porque se preocupar
A sua hora vai chegar
E você vai se encontrar

Bebe água, dorme, não troca a cueca
Acorda, defeca e Amém
Olha, gosta, compra
Perde, vende, troca ou aluga
Sua calvície nasce prematura
Como você se atura?
Bêbado se dorme, cueca não se troca
Decora e afeta sua mente
Ira, tira, tora a tara, atura

Não esqueça a mulher do perfume, tenta o quê?
Nem procure sua filha pra dizer que Noel, desculpa, não vem
Eu disse, ele não vem
Deixe seus sonhos de lado
Use as facas para o jogo
E vá morar com o cabeleireiro, seu cachorro

Não esqueça o vencimento da data
Não esqueça o casamento da chata
Não esqueça a cunhada do seu tormento (ai ai)

E perca peso agora"

Perca Peso - Móveis Coloniais de Acajú

Felicidade comprada. Liberdade vigiada.
Hipocrisia du caralho!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vá-ria.

Variantes variáveis da mesma coisa.
Será que estamos no limite?
Limite que não permite.

Seria a interpretação das variáveis?
Sendo interpretada variavelmente à sua maneira.
A nossa maneira.


Comandante Che Guevara


CHE - O ARGENTINO (The Argentine, EUA, França e Espanha, 2008)

Dirigido por Steven Soderbergh. Com: Benicio Del Toro, Rodrigo Santoro, Julia Ormond, Jorge Perugorría, Demián Bichir, Santiago Cabrera, Catalina Sandino Moreno.


Neste final de semana fui assistir ao filme. Sexta-feira, feriado, última seção, cinema não cheio.
O momento ideal de um dia tranquilo para ver um filme tão esperado.

Che é sem dúvida, uma das figuras mais emblemáticas do século XX, e o longa vai muito além da figura estampada nas camisas da vide bula ou do inoscente, porém excelente "Diários de Motocicleta".
É um retro fiel, endurece sem perder a ternura.

O filme começa com o encontro de Che (Del Toro) com Fidel (Bichir) e Raúl Castro (Santoro) no México, onde o convidam para participar da luta armada em Cuba, tendo como objetivo derrubar o ditador Fulgêncio Batista e instaurar um regime socialista.
Diante disso, o filme se divide em duas narrativas: Cuba, a luta em Sierra Maestra para se chegar a Havana; e em Nova York, onde Che já representando o governo cubano, participa de uma reunião na sede das Nações Unidas.

Para uma produção estadunidense, é gratificante perceber que o filme não apresenta aspectos preconceituosos contra a figura de Che, nem mito, nem vilão.
Ou como é citado na fala de Che, no filme, "a historia me absolverá".

Definitivamente, é um filme de idéias e ideais.
Para quem gosta e conhece sobre, e também para quem não sabe nada além daquela famosa foto.

Ficou um gosto de quero mais, ou talvez, quero ver mais, já que "Che - A Guerrilha” já está filmado e conta o restante da história do Comandante.


"Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar."

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Dia cinza!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Conectado!

Fala pessoal,

vai começar sexta-feira, dia 17 de abril o Conexão Vivo.
Pra quem não conhece, é o antigo Conexão Telemig Celular, que acontece no parque municipal, ali na afonso pena, ao lado do Palácio das Artes, em Belo Horizonte.
É um evento muito interessante que apresenta várias bandas do cenário mineiro e nacional.
E também conta com muita música independente que vem surgindo Brasil afora.

Vale a pena conferir, o evento começa dia 17 e vai até 26 de abril.

Dentre várias atrações, estão: Vanguard, Renato Borghetti, Zé da Guiomar, Macaco Bong, Cidadão Instigado, Falcatrua, Chico Amaral, Samuel Rosa, Otto, Soatá, Vander Lee, Moska, Madame Saatan, Filomedusa, Riachão e muitos outros mais.

Quem quiser conferir melhor a programação, acesse o site: www.conexaovivo.com.br/shows

Abraços e nos vemos lá!




quinta-feira, 9 de abril de 2009

Apoteótico!









Apoteótico. Foi assim que defino o que vi ontem na Apoteose, no Rio de Janeiro.
Todas as expectativas, o cansaço, viagem, fila imensa, chegar hoje e não ir dormir, e sim trabalhar... Enfim, tudo valeu a pena, o show do Kiss foi espetacular.
A palavra "show", em sua máxima concepção, só deveria poder ser usada por eles.
Explosões, efeitos especiais, iluminação e tudo muito bem planejado e executado de forma a impressionar até quem nunca ouviu a banda.
A idade não parece ser um problema para eles, muito pelo contrário, com muita presença de palco e um pique de dar inveja, eles continuam perfeitos. E as máscaras, claro, compõe o circo.


Foi sem dúvida, a realização de um sonho que valeu muito a pena cada centavo e cada esforço.
Como me disse um amigo: "tem coisas que os nossos olhos precisam ver...".
E essa era uma dessas que ficará pra sempre na memória como o melhor espetáculo que assisti.
Ou como dizem eles, "o maior espetáculo da terra".


Ps.: Por irônia, pude ver apenas com meus olhos e não com a lente. As fotos são do show de ontem no Rio de Janeiro, mas não são minhas. Não pude entrar com a máquina.
Talvez tenha sido até melhor assim!

terça-feira, 24 de março de 2009

Alto e bom som!


Aconteceu neste final de semana, mais precisamente dias 20 e 22 de março, o "Just a Fest", evento que reuniu 3 bandas que tenho grande admiração.
Infelizmente não pude conferir ao vivo, mas acompanhei pela televisão o show em São Paulo.

Primeiramente contou com o retorno (ao menos para esses dois shows) do Los Hermanos.
Foi bom vê-los novamente no palco juntos, porém a qualidade do som não estava nem perto do que se pode considerar aceitável. Assistindo pela tv foi possível perceber, depois li várias matérias falando o mesmo. Inclusive o Bruno Medina comentou em seu blog sobre isso.
É uma pena. Não se pode dizer que comprometeu o show, mas esperava um pouco mais, do som e deles. Enfim, ao final, foi legal.

Radiohead: sim sim, pulei a sequência dos shows, mas quero falar do Kraftwerk por último.
Primeira vez que a banda toca no Brasil. Expectativa grande e o show foi dentro do esperado.
Repertório bem escolhido, os efeitos de luz perfeitos e muita energia e melancolia no palco, ou seja, ao melhor estilo Radiohead. Show histórico com direito a 3 voltas ao palco para bis.

Agora o que me agradou muito foram os alemães do Kraftwerk. Talvez pelo fato de não conhecer tão afundo como as outras duas bandas. Fundada em 1970, eles se tornaram a principal referência da música eletrônica mundial, e mostraram no palco exatamente o que propõe: a unificação do áudio com o visual. Telões, efeitos, roupas, som e até robôs (que é característico da banda) compuseram uma atmosfera de "usina de energia" como o nome sugere.
Muito bom!

Enfim, o festival foi excelente, até mesmo pra quem, infelizmente, só acompanhou pela tv.